Cape Town, África do Sul, 27 de novembro de 1999

A luz infinita brilha sobre a cidade conhecida como "A Mãe"

Dias antes da palestra pública da Mestra em Cape Town, os cartazes foram afixados por toda parte e o amor da Mestra abraçou aquela bonita cidade. As milhares de pessoas de diferentes culturas e religiões que assistiram à palestra apreciaram e se deleitaram ao ver uma linda coleção dos desenhos da Mestra no saguão. Muitas delas expressaram surpresa com os diversos talentos criativos da Mestra. Imediatamente após entrar no saguão, muitos se inscreveram para receber, gratuitamente, a Revista News e alguns até mesmo perguntaram onde poderiam se inscrever para a iniciação. Percebia-se claramente seus corações ansiosos e espíritos puros.
Ao chegar a Mestra, uma criança africana correu em sua direção para dar-lhe um beijo de boas vindas. Quando a Mestra abriu espontaneamente Seus braços e a abraçou carinhosamente, o rosto do pequenino iluminou de amor e admiração. Usando um vestido longo, laranja-brilhante com bordados verdes, que lembrava uma princesa, a Mestra adentrou no saguão, como um membro da realeza. Uma pessoa de um centro Budista Tibetano local A presenteou com “hada” branco, uma peça de tecido simbolizando “nuvem branca”, a mais calorosa forma tibetana de dar as boas vindas, enquanto outras pessoas da platéia ofereciam flores.
A Mestra começou a falar: “Nós preparamos tudo para esta existência, guardamos dinheiro no banco para as emergências, para a aposentadoria, funerais, etc., mas não nos preparamos para a partida final. As pessoas sentem-se assustadas, algumas vezes, por não estarem preparadas. Para aqueles que não querem mais voltar depois desta existência, existe uma forma através da qual podemos treinar nossas mentes, porque somos a essência de Deus e temos Deus no nosso interior. Estamos separados de Deus pelo nosso próprio pensamento. Para lembrar disso novamente, devemos estar treinados a saber e ter certeza de que somos Deus. Por isso, precisamos de prática espiritual, não apenas para nos lembrar do nosso poder, mas também para apreciar a vida enquanto vivemos, além de melhorar a nossa vida e a de outras pessoas. Devemos meditar da maneira certa, para que, no momento da partida, se desejarmos ir para o céu, possamos ir. Poderemos escapar do inferno, se estivermos preparados. Devemos nos lembrar de que somos filhos de Deus. Para estarmos preparados para uma grande recompensa, temos que aprender a criar nosso próprio céu. Isso não é fácil devido aos nossos hábitos, mas os hábitos podem ser mudados com o tempo.”
Com relação à capacidade de perdão de Deus, a Mestra disse: “Não há vingança de Deus. O perdão que se recebe de Deus é infinitamente maior do que o perdão dos pais em relação a seus filhos. Deus pode sempre reparar qualquer erro que possamos cometer em nossas vidas.”
Em seguida, a Mestra discorreu sobre o pensamento negativo e seus efeitos: “Se cultivarmos um pensamento negativo, sem uma conexão positiva com a força de Deus através da meditação, iremos para lugares ruins e é a isso que chamamos de “inferno”. Na maioria das vezes, não somos fortes o suficiente, por isso permanecemos nesse lugar negativo. Às vezes, esse lugar não é criado apenas pelo próprio medo da pessoa e suas conseqüências, existe também o acúmulo de tais efeitos que vem de grupos e que nos empurra para planetas ilusórios e para o sofrimento. Porém, não deveria ser assim.” Ela acrescentou que o único pensamento que deveríamos ter em mente é “Deus é misericordioso”.
A Mestra, então, convidou a todos para serem seus próprios mestres: “Deve-se aprender a arte de conduzir o próprio destino e criar o próprio futuro. Não deveríamos deixar que o carma de outras pessoas nos tornasse escravos. Deveríamos agir como um Deus e pensar como um Deus.”
No fim, a Mestra revelou que a alma poderia receber a iluminação durante a palestra. Ela perguntou quantas pessoas já haviam visto as luzes celestiais, e muitos (não iniciados) levantaram as mãos. Enquanto perguntava, a Mestra observou: “Se a vida física fosse tudo, vocês achariam que Deus não é razoável. Mas, ainda assim, no caminho espiritual, tudo é perfeito. Somos responsáveis por todos os desastres que se abatem sobre nós. Mesmo o fato de cortar as árvores pode afetar o clima e a nossa colheita. Testar bombas aqui e ali gera muitos desastres inomináveis.” A Mestra também explicou que existe apenas uma religião, por isso pessoas de crenças diversas não precisam brigar umas com as outras.
Depois da palestra, muitas pessoas foram iniciadas no Método Quan Yin ou aprenderam o método Conveniente. A Mestra também ensinou às pessoas que continuaram na platéia uma breve meditação para que sentissem o “sabor de Deus”. Uma mãe devotada fechou os olhos e meditou, enquanto segurava, em silêncio, seu bebê nos braços. Duas mulheres que já haviam procurado a prática espiritual disseram aos nossos companheiros iniciados que se sentiam muito bem na companhia da Mestra Ching Hai e A elogiaram como sendo “a essência feminina de Deus”.