O ideal mais nobre

Bill Conti, vencedor de um Oscar e de um Prêmio Emmy, é atualmente o mais requisitado maestro e compositor de Hollywood. Durante o concerto, ele regeu uma orquestra de 60 instrumentos, tocando seus conhecidos temas de filmes e a canção "Eu te amarei para sempre", composta pela Suprema Mestra Ching Hai.

Trecho extraído de uma entrevista feita para a TV com Bill Conti, realizada
por Katherine Hudson em 8 de dezembro de 1998 (Originalmente em inglês)

KH: Conta pra gente sobre o concerto beneficente que vai acontecer.

BC: Bom, a idéia é usar a música como um instrumento pela paz. É óbvio que isso é muito melhor do que usá-la para a guerra. Historicamente, a música pode ser usada como instrumento para as duas causas, já que ela afeta as nossas emoções. A música sempre foi usada para tranqüilizar as pessoas e para propiciar a busca do nosso lado mais espiritual. Contudo, eles podem rufar os tambores e isso também evoca a ânsia de conquistar outra nação. É uma coisa terrível, mas a música possui a capacidade de mudar as pessoas, porque ela é a fantasia máxima; ela não é literal. Não é algo que possamos tocar, sentir ou ver. A música entra pelos nossos ouvidos e somos emocionalmente afetados por ela. Portanto, a idéia de usar a música como um instrumento pela paz é muito melhor do que usá-la para outras finalidades.

KH: Você vai reger uma peça muito especial da poesia da Suprema Mestra Ching Hai. Então, conta pra gente um pouquinho mais sobre isso.

BC: Bom, essa peça especial que foi escrita pela Suprema Mestra Ching Hai é uma composição para a qual fiz o arranjo, acho eu, de uma forma muito especial, de modo a apresentar tanto a música quanto a letra e tentar despertar algo na platéia durante a apresentação, porque esse é o segredo da música. Quando se toca Beethoven, quando você ouve Beethoven, a alma dele, na verdade o espírito dele está presente. Por outro lado, se a sinfonia de Beethoven ou a música de alguém pára é como se seus criadores se fossem. Mas enquanto a música está sendo tocada, não é como aquilo (apontando para a estátua de um anjo) que você pode tocar, admirar ou quebrar. Quando a música está tocando, é como se realmente aquela pessoa, neste caso a Suprema Mestra Ching Hai, estivesse com você. Durante minha música, será como eu sinto a música, a vida, enfim, tudo. E quando você ouve qualquer compositor ao vivo, se for feito muito bem, que é exatamente o que pretendo fazer lá, algo muito especial deve acontecer.

KH: Exatamente certo. Então, como foi que você acabou se envolvendo com a Suprema Mestra Ching Hai Associação Internacional?

BC: Bem, recebi um telefonema e me perguntaram se eu estava interessado em participar. E eu estava, é claro. Parece-me uma causa justa. E então, aquilo foi crescendo cada vez mais na medida em que o evento foi sendo planejado. Sou apenas uma parte do evento, mas como tudo aconteceu simultaneamente, pelo menos passei a entender mais sobre ele, o que tornou muito mais estimulante a minha participação em um concerto em prol de uma causa mais do que justa. Quero dizer, participo regularmente de concertos e a causa é tocar música. Neste caso específico, o objetivo é tocar música com a formidável intenção de trazer a paz para o mundo. Não consigo imaginar nada melhor do que isso.