Palavras da Mestra
Desastres são criados pela mente
Por Suprema Mestra
Ching Hai, Taiwan, Formosa
13 de outubro de 1988 (originalmente em chinês)
Às vezes nós contraímos alguma doença ou infecção, e outras vezes sofremos desastres, guerras, ou tragédias caem sobre nós. Tudo isso é criado pelos pensamentos ferozes das pessoas da Terra. Nós não deveríamos reclamar: "Eu sou uma pessoa tão boa, só fiz boas ações desde a minha infância. Como é que posso pegar uma doença incurável como esta?" Ou "Meu país é tão bom, as pessoas acreditam em Deus e são muito religiosas. Por que acontecimentos calamitosos nos afligem?" Para todo efeito sempre há uma causa. Um dia, nós aqui da Terra já tivemos ou ainda temos maus pensamentos. Mesmo que estes sejam momentâneos e nunca cheguem à ação, a energia do pensamento ainda persiste. E tal energia aparenta ter conhecimento e inteligência próprios, que chamamos de elementais. Mas pensamentos são desprovidos de almas e, conseqüentemente, do poder de Deus. Conhecimento é comparável a um computador, que não tem uma alma mas tem capacidade para lógica.
No entanto, os pensamentos nocivos e agressivos são mais poderosos do que o computador. Nós podemos destruir um computador, mas é muito mais difícil apagar um pensamento feroz. Tais pensamentos continuam a existir, independente do tempo, agrupando-se de acordo com suas afinidades magnéticas para que, mais cedo ou mais tarde, possam explodir e liberar toda a sua energia.
Se ficarmos um bom tempo sem usar o computador ou, ao contrário, se o sobrecarregarmos, ele acaba passando dos limites e se quebra por si só, e com ele desaparecem todos os arquivos gravados. Mas isso não se aplica aos pensamentos viciosos, que não desaparecem por si mesmos. Uma vez gerados, eles continuam a existir e se desenvolver em uma atmosfera que rodeia a nós, nossa Terra, nosso país, vilas e cidades. E se transformam em desastres, epidemias ou guerras.
O que é uma doença? É uma atmosfera que busca por pensamentos similares e adentram seus campos magnéticos. É o famoso "semelhante atrai semelhante". A atmosfera espera até que você gere certos pensamentos, ou então ela busca por pessoas que freqüentemente têm pensamentos semelhantes e penetra em seus campos magnéticos, uma vez que essa atração cria uma porta de entrada. É muito fácil duas coisas do mesmo tipo se misturarem, penetrarem no nosso campo magnético, e cérebro, nossos nervos e destruírem nossa resistência. E é assim que contraímos câncer, sofremos de problemas neurológicos ou sofremos de doenças nunca antes ouvidas. É bem possível que pessoas com pensamentos malignos geraram más auras em suas vidas passadas e, por isso voltaram para absorver a atmosfera viciosa que eles mesmo criaram.
Portanto não devemos culpar a ninguém. Nós criamos tudo; no entanto podemos evitar tais coisas. Por exemplo, se nós mantivermos nosso corpo, nossa fala e nossos pensamentos limpos e puros vinte e quatro horas por dia, as más auras não poderão se aproximar de nós. Coisas de naturezas diferentes não se podem misturar, como podemos perceber quando tentamos misturar água e óleo.
Nós, praticantes espirituais, podemos eliminar muito carma. Nós podemos ter tido pensamentos viciosos no passado, mas agora nós os temos em uma freqüência menor. Uma atmosfera que antes adentraria completamente no nosso campo magnético, agora pode exercer apenas uma pequena influência em nós. Talvez nós possamos sentir uma coceira aqui ou um machucado lá, ou ainda termos febre por dois ou três dias, mas isso não vai resultar em um câncer. Ou nós podemos sofrer um acidente, onde nosso carro será destruído, mas nós sairemos apenas com escoriações leves.
Por isso, quando estamos neste mundo físico, nós devemos purificar nosso corpo, palavras e mente para nos protegermos. Uma vez que transcendermos os três mundos, então não haverá mais problemas. Não haverá mais atmosferas ferozes. Ninguém terá pensamentos viciosos, pois apenas pessoas puras podem chegar lá.
Ajudar os outros significa ajudar a si mesmo
Por Suprema Mestra
Ching Hai, Chiali, Formosa
2 de dezembro de 1987 (original em chinês)
A verdadeira caridade é aquela que doa e se esquece disso logo depois. Ninguém neste mundo precisa de caridade, mas sim nós precisamos praticá-la. Eles (os beneficiados) são manifestações de santos que vieram testar a nossa compaixão, para ver se podemos renunciar aos nossos atributos e habilidades materiais juntamente com o nosso tempo, e para ver se temos a capacidade de nos ajudar. Às vezes não nos cuidamos bem, por exemplo ficamos com fome mas não comemos porque temos preguiça, ou porque não queremos preparar a comida ou porque temos mais o que fazer. Da mesma forma, quando nós ignoramos o sofrimento dos outros e falhamos na nossa caridade, nós estamos nos tratando mal. Tratar mal os outros é tratar mal a nós mesmos. Se não comemos quando estamos com fome, preferindo trabalhar, então mais cedo ou mais tarde o nosso estômago irá hastear a bandeira branca. É verdade que necessitamos do cérebro e de outras partes do corpo, mas isso não significa que o nosso estômago não seja nosso. Abusos repetidos podem levar a graves conseqüências. Da mesma forma, em um determinado momento, pode ser que não sintamos nada com relação aos miseráveis e aos excluídos. Embora eles não possam fazer nada por nós, também são do nosso grupo de cidadãos que vivem na face da Terra. Se todos os seres sencientes da Terra fossem ricos e felizes, este planeta não seria maravilhoso? Quando todos estivermos felizes, nós também estaremos felizes.
Às vezes, uma pessoa angustiada pode sacudir todo o cosmo. Já se deram conta disso? Claro que não! Há um tipo de santo reverenciado como os Santos do Puro Oceano, que providenciam cuidados especiais para o lamento. Por exemplo, alguém do universo pode estar muito angustiado porque está sofrendo muito. O seu lamento repercute em todo o universo e nosso poder da vibração é interrompido. Por isso os Santos do Puro Oceano cuidam dos desafortunados, atendendo às suas necessidades e satisfazendo suas expectativas. Caso contrário, o universo inteiro ressonaria com as crescentes vibrações que os corações dos angustiados emanariam devido ao seus desespero. Muito seria destruído, nós iríamos nos sentir desequilibrados, o tempo mudaria e o clima estaria um caos. As colheitas seriam afetadas porque o sol e a chuva viriam no tempo errado, gerando secas, enchentes e outros desastres naturais.
Por isso nós estamos cuidando de nós mesmos quando nós cuidamos dos outros. Mas porque não entendemos esta lógica, nós questionamos o motivo pelo qual devemos praticar a caridade, ajudar os nossos vizinhos ou tornar as pessoas felizes. É porque nós queremos nos proteger. Quando nós ajudamos os outros a praticarem espiritualmente, nós estamos contribuindo para a atmosfera de paz que nos rodeia, o que é benéfico ao nosso cultivo espiritual. Mesmo se não formos tão diligentes na prática espiritual, nós ainda desfrutaremos de um progresso rápido porque todos estarão em paz, em um ambiente estável e harmonioso.
Deste modo, não praticamos sozinhos. Nós devemos verificar se nossos vizinhos querem também praticar espiritualmente. Vocês podem ter observado que algumas pessoas não apenas praticam espiritualmente, mas também encorajam os outros para que façam o mesmo. Eles encontram vários meios para ajudar os outros aspirantes a descobrirem a Verdade, e essas pessoas são mais felizes. Olhem aos seus companheiros praticantes, colegas, vizinhos ou qualquer um que seja. Quanto mais eles ajudam aos outros, mais os seus corações se abrem. Eles se tornam cada vez mais descontraídos, felizes e livres de complicações. Assim é o "Caminho de um Santo". Ao invés de praticar sozinho, devemos tentar de todas as formas ajudar os outros em suas práticas espirituais, porque ao ajudar os outros nós estamos nos ajudando em última análise. Não há nada de mais em ajudar os outros a praticarem espiritualmente, trazer as pessoas para que escutem a Verdade, ou ver a Mestra. Não há nada de que se orgulhar, porque nós estamos apenas nos ajudando.