Amor em ação
Tornados arrasam a vida do povo de Alabama
A natureza efêmera da vida lembra-nos que devemos buscar o paraíso eterno dentro de nós.
No pequeno vale onde prosperara uma comunidade, só restavam os escombros da grande eversão, tudo estava em ruína. Um senhor de idade avançada buscava na sua casa, se é que ainda pode ser chamada de casa, pois o telhado havia sido arrancado e espatifado no chão da propriedade vizinha e as paredes derrubadas, algum pertence seu que pudesse ser recuperado. As pessoas, dispersas aqui e acolá, olhavam atônitas, sem poder acreditar que lá era onde eles, seus amigos e suas famílias viviam. O local parecia mais um depósito de lixo que um povoado onde moravam as pessoas e criavam seus filhos. Essa era a conseqüência do tornado que atingiu as comunidades de Alabama em abril de 1998. E essa foi a cena que o presidente Clinton presenciou, quando declarou sê-la a área de calamidade pública. E também foi a que observamos, quando lá chegamos para oferecer o amor e a assistência da Mestra às vítimas.
Ao chegarmos, o guarda nacional que protegia o local para prevenir saques, barrou-nos dizendo que eram exigidas permissões especiais para entrar. Nós simplesmente mostramos a identificação de que somos da equipe de auxílio aos flagelados por catástrofe da Suprema Mestra Ching Hai, e fomos aceitos de pronto e permitidos o acesso às áreas bloqueadas. Levando o amor da Mestra e sacolas contendo alimentos e artigos pessoais, visitamos os sobreviventes que lutavam para recompor suas vidas. Cada um contava a sua triste história. Um disse que, ele, a esposa e o filho não tiveram tempo de correr ao porão quando ouviram o uivo assustador do tornado e só puderam se esconder no armário. E em seguida, viram o telhado sendo arrancado e arremessado pelo ar. Contudo ele estava feliz porque sua família estava salva e poderia reconstruir a sua propriedade. Ao receber nossa ajuda, ele mostrou-se comovido por termos vindo de tão longe para aliviar seu sofrimento. Uma outra pessoa nos descreveu como a casa do seu irmão, ao lado da sua, foi arrancada violentamente de seus alicerces e arremessada com quatro familiares dentro, a um barranco de mais de 200 metros, matando duas crianças. E também, a destruição da sua própria casa. Lamentou que há pouco tempo havia terminado de pagar as prestações, e finalmente quando a casa se tornou sua, a fúria do tornado levou tudo. Na condição extrema em que se encontrava, só podíamos ouvi-la com compaixão, para que ela pudesse expressar sua angústia. Outra pessoa narrou que estava dormindo na varanda, quando um amigo a arrastou para o interior da casa, pouco antes do tornado levar a varanda. Ela estava agradecida ao colega, pela sua vida.
Sentimos a aflição em cada família que visitávamos, mas também a sua fé em Deus e em Seu poder de proteção ao salvar-lhes a vida.
Visitamos também mais de vinte vítimas hospitalizadas, no Centro Médico Batista, no Hospital de Birmingham na Universidade de Alabama e no Centro Médico Metodista Carraway. A princípio, enfrentamos formalidades burocráticas. Os regulamentos dos hospitais proibiam o fornecimento de informações sobre vítimas aos estranhos, muito menos visitá-las. Mas, através de explicações, os supervisores dos hospitais acabaram consentindo o nosso acesso. Todos os pacientes ficaram contentes com a nossa visita, aceitando com alegria o nosso amor. Eles estavam muito surpresos por termos vindo de outros estados para podermos estar ao seu lado neste momento tão difícil, compartilhando da dor.
Conversamos com um deficiente mental que perdera os pais no tornado. Ele estava aflito e se sentia perdido neste mundo. Nós o consolamos e lhe oferecemos a sacola com alimento e algum dinheiro. Ele agradeceu-nos a ajuda e a presença. Falamos então com uma senhora, cuja família foi levada por tornado junto com a casa. Ela estava bem e podia deixar o hospital, mas o marido e o filho, não. Visitamos o marido dela, e ele nos pediu para que rezássemos por seu filho que estava em estado crítico no hospital infantil, embora ele próprio estivesse paralisado em conseqüência do tornado. Não era necessário rezar, pois sabíamos que a Mestra já estava cuidando deles.
Ao ver a devastação causada pelo tornado, sentimos a natureza efêmera da vida, e que as coisas que acreditamos serem sólidas podem ser levadas pelo vento. A Mestra nos ensina isso, de modo que devemos prosseguir a prática espiritual para perceber a permanência da nossa natureza divina. Apesar de tanto sofrimento, as vítimas encontravam o amor de seus próximos e a força para reconstruir. Nós, os discípulos, esperamos que elas também compreendam os ensinamentos da Mestra e comecem a construir uma moradia duradoura, um lar no Reino de Deus
A Mestra Ajuda as Vítimas do Furacão Georges
Grupo de notícias de Flórida, EUA
O furacão Georges provocou um grande número de vítimas no Caribe, inclusive Porto Rico, Ilhas Virgens. Georges vitimou mais de 300 pessoas no Caribe, deixando marcas profundas de destruição. A reconstrução será longa e penosa, e levará meses ou talvez, anos.
As vítimas fatais do furacão Georges são estimadas em 300 pessoas só na República Dominicana, e cerca de 600.000 foram seriamente atingidas.
Em Haiti, chuvas contínuas comprometeram a colheita de bananas, obstruindo sistema de drenagem já danificado, inundando cidades inteiras. Em 26 de setembro, os números oficialmente publicados eram 87 mortos e 4.500 desabrigados.
O furacão Georges atingiu Porto Rico na noite de segunda feira, 21 de setembro, atravessando em diagonal a ilha. Durante doze horas ele castigou a ilha, arrebentando janelas, arrancando árvores e fios de alta tensão e provocando inundações e deslizamentos que levaram a vida de pelo menos cinco pessoas. Dezenas de milhares de pessoas foram obrigadas a se protegerem nos abrigos, abandonando suas casas à mercê da fúria da tempestade. E ainda, mais de oitenta porcento dos 3,8 milhões de habitantes de Porto Rico ficaram sem eletricidade e 70 porcento, sem água potável. Vão levar semanas até que estas necessidades básicas sejam completamente restabelecidas. Inúmeras estradas e rodovias estavam também bloqueadas por árvores caídas e fios de alta tensão dependurados e pelas inundações.
O furacão causou danos estimados em 300 milhões de dólares para Flórida, dois terços em Florida Keys, onde foi atingida pelos ventos de 180 kph durante a tempestade de sexta-feira, 25 de setembro.
Em atendimento a esta catástrofe, a Mestra, misericordiosamente enviou alguns representantes em primeiro de outubro à Cruz Vermelha Americana, centro de Flórida e doou US$ 40.000,00. A doação será distribuída em partes iguais entre Florida, Porto Rico, República Dominicana e Haiti. O diretor executivo da Cruz Vermelha, Sr. Summer Hutcheson, e diretora de desenvolvimento, Sra. Jeanne Morris, recepcionaram nossos representantes e fizeram um breve relato do desastre no escritório do Sr. Hutcheson. Antes de nossos representantes deixarem o escritório, a Mestra conversou com Sra. Morris por telefone. Os representantes perguntaram-lhe como se sentiu ao falar com a Mestra, e ela respondeu que estava muito impressionada e honrada por poder falar com a líder espiritual tão notável e filantrópica.
A Cruz Vermelha manifestou seu agradecimento ao amor desprendido da Mestra e à sua generosidade ao ajudar a Cruz Vermelha a levar alívio às vítimas desta catástrofe.